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Vento da floresta

17/03/2004 20:53

Vampirismo emocional e sexual

Os que se alimentam da energia dos outros



O vampiro do amor


por Mabel Iam
http://www.mabeliam.com

Traduz‹o/Adaptaz‹o por Miguel de San Martin
migueldesanmartin@ig.com.br

"Beba avidamente o sangue derramado. Mas, rápido! Que o tempo pode nos encontrar despedazados, mas juntos, abrazados, as bocas feridas e as almas mordidas pelo amor."
adaptado do texto de Federico Garcia Lorca

O criador do vampiro.
Drácula, a história do conde vampiro transformou-se num dos mais populares arquétipos. Nasceu da investigaz‹o histórica, genialidade e fértil imaginaz‹o de Bram Stoker. A novela conta a história de um vampiro que busca a imortalidade f’sica, mas que somente viverá para sempre se for alimentado de sangue humano. O sangue é a energia que flue por todo o corpo, e que lhe dá a vida.

Os vampiros.
Algumas pessoas que nos rodeiam, energeticamente, repetem esse modelo de vampirismo, e se alimentam da energia emocional, sexual, f’sica e mental de outras pessoas. Claro que n‹o se alimentam do sangue dos outros, como fazia o velho conde, mas buscam nas pessoas suas fraquezas, para terem o poder de sujeitá-las.
O arquétipo do vampiro é relacionado ˆs projez›es interna e externa das negaz›es e inibiz›es, em particular, a tudo que é temido e reprimido no mais rec™ndito do ser. Na personalidade do vampiro, existem vazios e o desejo de preenchimento desses vazios, resultantes de determinados condicionamentos sociais negativos com os quais conviveu: o mau trato, a falta de auto-estima, e a rejeiz‹o, muitas vezes por parte de seus próprios pais. Nós podemos visualizar os vampiros se pensarmos num tipo de monstro que viva dentro de uma pessoa, eternamente insatisfeito, sempre procurando algo externo para sobreviver, porque ele n‹o pode sustentar-se ou dar alguma coisa a outra pessoa.

Os vampiros emocionais.
Voc pode reconhecer os vampiros emocionais porque parecem ser carentes. Esta é a maneira como eles atraem suas v’timas. Na verdade, s‹o insaciáveis. Extremamente vorazes, desejam dominar as pessoas, principalmente as pessoas melancólicas, os alcoolatras, e os doentes.
Voc compreenderá melhor se pensar naqueles amigos que est‹o sempre lhe contando os problemas, mas nunca escutam voc. Eles dizem: "Exatamente como acontece comigo" e comezam a contar uma outra história sem que tenham escutado o que voc tinha a dizer.

Os vampiros sexuais.
S‹o as pessoas que tentam estabelecer um relacionamento amoroso com alguém, mas somente em um n’vel muito superficial, evitando qualquer tipo de comprometimento. Est‹o procurando t‹o somente a satisfaz‹o de seus instintos. Tratam seus parceiros como se fossem descartáveis, e após terem seus desejos saciados, abandonam seus parceiros que sentem um enorme vazio interior. ƒ muito fácil identificar os vampiros sexuais: enquanto as v’timas se sentem tristes e vazias, eles parecem estar radiantes. Geralmente, eles n‹o procuram suas v’timas mais do que uma vez, a menos que eles mesmos decidam fazer assim. Outro sinal: eles sempre se recusam a falar a respeito dos seus sentimentos. Se voltarem a procurar a mesma pessoa, será somente por conta do sexo.

Existe somente uma forma de nos protegermos dos vampiros: Recuperamos nosso amor próprio e nos focarmos na luz que vive dentro de nós, que n‹o permite abrigo para as sombras.


enviada por Megeon



03/03/2004 19:51

Esoterismo no século 21


por Regina Igel

Estava eu posta em sossego, numa rede gostosa, lendo um conto engrazado, ouvindo mœsica de viol‹o no CD... e, de repente, salta diante de mim um homem. Nunca o tinha visto antes. Era esquisito. Mas n‹o saberia descrev-lo por que raz‹o eu o achava esquisito, eu que sou das mais tolerantes pessoas em relaz‹o a todas esquisitices poss’veis neste mund‹o. Ent‹o, ele falou:
- Moza, me escute.
- Pois n‹o. - Fechei o livro, me aprumei na rede, escorreguei, ele me ajudou, puxando-me pela m‹o.

A m‹o dele também era meio esquisita. Leve demais. Mas com uma energia tal que só com um toque me retirou da concavidade da hamaca e me pousou na beirada franjada.

- O que é? - lhe perguntei.

Ele, ali de pé, me olhou firme e comezou:

_ Olha, n‹o se assuste com o que vou dizer. Eu n‹o sou daqui. - Bom, até a’ deu para entender. Nunca tinha visto o homem e ele era bem diferente dos que eu já tinha visto na minha vida. - Eu n‹o sou daqui - ele continuou. Sou do lugar que vocs chamam de "Marte".

A’ engasguei. O homem devia ter escapado de um "asilo para pessoas em repouso" ou coisa que o valha. Enfim para os senis que a fam’lia n‹o quer por perto e enfia lá no casar‹o estalado no alto da colina. Olhei para os lados, para ver se alguém ali por perto poderia vir me dar um apoio. Eu n‹o saberia lidar com a cabeza daquele sujeito. E ele foi falando:
- Pois é, n‹o se assuste. Eu sou de lá mesmo. E entrei aqui por acaso. Qualquer lugar serviria para eu pousar, contanto que minha mensagem chegasse para alguém. Eu lhe pezo, por favor, que vá dizer para este pessoal que mandou um trator lá na nossa superf’cie, que o retire de lá enquanto há tempo. Porque n‹o estamos nada felizes com o barulho e nem com as insinuaz›es de que somos um deserto, e com as especulaz›es se há ou n‹o há vida por lá, e coisas deste teor. E n‹o existe o que vocs chamam "Marte". Como é que se atrevem a ir dando nomes a lugares assim, sem mais nem menos, só porque vocs n‹o vem gente como vocs? E por qu "Marte"? Nome beligerante como este. Nós ... nós já aprendemos demais com guerras. Estamos muito além da Trapobana com isto de guerras. N‹o adiantam coisa nenhuma. E pagamos car’ssimo este aprendizado. Acabamos com nossa estrutura atmosférica. Agora vivemos embaixo daquele lenzol de areia avermelhada, embaixo, como as minhocas aqui do planeta Terra. Eu lhe pezo, por favor, passe este recado para quem mandou aquele trator que anda pra cá e pra lá tirando fotografias da areia - que o retire. Porque n‹o o queremos lá, porque n‹o queremos vocs, porque n‹o nos chamamos "Marte" e tampouco somos 'marcianos'. E eu tenho mais uns segundos terrestres para lhe dizer outra coisa: [pausa] N‹o, é melhor n‹o dizer. Acabo de receber mensagem cerebral de que ainda n‹o chegou a hora. - Pois bem, é tudo o que eu tinha a dizer. Tenha uma boa tarde e desculpe o inc™modo.

E desceu as escadinhas, saiu andando pelo caminho de terra batida, foi andando sem olhar para trás, até que o perdi de vista. Ou ele desapareceu, obedecendo alguma ordem cerebral.

Como a ... é lida por pessoas influentes nos setores pol’tico-administrativos do nosso mund‹o, resolvi registrar a tal mensagem do tal marci... epa! homem-de-algum-lugar, aqui mesmo. Passem adiante. Alguém haverá de ler e tomar alguma providncia. Ou n‹o. Fiz minha obrigaz‹o.







enviada por Megeon



26/02/2004 23:41

"Somos civilizados e ..."


"Nossa civilizaz‹o é em grande parte responsável por nossas desgrazas. Ser’amos muito mais felizes se a abandonássemos e retornássemos ˆs condiz›es primitivas."

Sigmund Freud


enviada por Megeon



18/02/2004 18:04
Antes de tudo: a verdade.

Sim, antes de mais nada, a verdade. Pelo menos, aquela que conhecemos.
Essa, temos o dever de revelar.
ƒ o que acontece com o texto abaixo: Mude de Edson Marques, publicado como sendo de Clarice Lispector; e agora como sendo de Paulo Coelho, apesar do Paulo dizer que n‹o é seu.
No poema, o autor, Edson Marques , utilizou uma frase de Clarice Lispector ao final do texto (Repito por pura alegria de viver: a salvaz‹o é pelo risco, sem o qual a vida n‹o vale a pena) e, creditou a frase (e apenas a frase) ˆ autora, o que causou o engano que vem sendo insistentemente repetido a cada vez que um e-mail com o texto é reencaminhado ou a cada publicaz‹o.
Pessoas, apesar da beleza, vamos prestar atenz‹o ao todo e a tudo.

Miguel de San Martin
migueldesanmartin@ig.com.br

"MUDE"

por Edson Marques
com a ultima frase
por Clarice Lispector



Mude, mas comece devagar, porque a direz‹o é mais importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenz‹o os lugares por onde voc passa.
Tome outros ™nibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
D os seus sapatos velhos. Procure andar descalzo alguns dias.
Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a m‹o esquerda.
Durma no outro lado da cama... depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de TV, compre outros jornais... leia outros livros,
Viva outros romances. N‹o faza do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra l’ngua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas del’cias.
Tente o novo todo dia. O novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor, a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos. Tente novos amores. Faza novas relaz›es.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre p‹o em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado... outra marca de sabonete, outro creme dental... tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova ocupaz‹o, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano.
Se voc n‹o encontrar raz›es para ser livre, invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se poss’vel sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Voc certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas n‹o é isso o que importa.
O mais importante é a mudanza, o movimento, o dinamismo, a energia.

Só o que está morto n‹o muda!
...
Repito por pura alegria de viver: a salvaz‹o é pelo risco, sem o qual a vida n‹o vale a pena!!!!


enviada por Megeon



15/02/2004 19:38
Um recado para uma m‹e pag‹ que perdeu seu filho...

"O Anjo"

Original em ingls: ©Jennifer Ann Harvilak, 2004
paganrose@juno.com

Traduz‹o e Adaptaz‹o: ©Miguel de San Martin, 2004
migueldesanmartin@ig.com.br

De uma nuvem muito distante, voc olhou para mim e sorriu.
Voc procurou a Deus/a e perguntou-lhe se poderia me escolher como sua m‹e.

Ela acariciou seus cabelos e respondeu: "Sim!, certamente voc pode escolher sua m‹e! Só n‹o esqueza que eu tenho muito trabalho para voc aqui."

Voc A olhou, e questionou "O que tanto eu tenho que fazer aqui que n‹o possa ficar com minha m‹e?"

Sorrindo, a Deus/a te pegou no colo: "Dozura, existem alguns pequenos anjos que s‹o demasiadamente perfeitos para que eu os deixe ficar na terra! Aqueles que eu chamo cedo s‹o os que s‹o por demais bonitos e perfeitos, e n‹o quero que percam sua inocncia. S‹o esses pequenos anjos que fazem com que a Terra do Sol (Summerland) seja t‹o brilhante para os que a vem da terra. Perceba... é a beleza interna desses pequenos anjos que funciona como um bálsamo para as pobres almas que est‹o vivendo em sofrimento e miséria."

Voc sorriu, meio sem graza, e perguntou preocupado "E a respeito da minha m‹e? E sobre a dor da minha perda quando chegar a hora de eu deixá-la?"

A Deus/a te abrazou carinhosamente e disse "Tua m‹e ficará muito triste quando voc deixá-la t‹o rápido, mas ficará confortada ao saber que é voc que beija seus cabelos quando ela sentir o vento tocá-los. Ficará menos triste quando perceber as cores de uma borboleta que foi pintada por sua m‹ozinha. No in’cio, ela n‹o compreenderá... mas, de vez em qunado, ela sentirá tua presenza em sua vida. Ent‹o, quando ela mesma comezar sua jornada para a Terra do Sol, sentirá orgulho quando encontrar voc... e, mais ainda, ao saber que voc era assim t‹o especial que estava lá para guiar as pessoas para casa."

Nesse momento, voc sorriu, e em seu coraz‹o, soube que era assim que as coisas funcionavam.

Da tua nuvem, voc olhou outra vez para baixo, e me disse "Mam‹e, eu só posso ficar com voc pouco tempo... mas eu sempre estarei ai mesmo quando voc n‹o puder me ver. Eu te amo, e sempre te amarei... serei eu que segurarei tuas m‹os quando voc chorar por mim... apenas concentre-se e voc poderá sentir minha presenza em tua vida!"

E com isso, voc beijou a Deus/a, e pulou para a terra. Ela lhe acenou soprando um beijo e dizendo... "Faza uma jornada segura, te vejo mais tarde!"

...

E agora, eu estou aqui... e voc ai, brilhando no alto dos céus. Eu ainda n‹o cheguei ao ponto onde nao sinta desconforto com a dor da minha perda... mas confio em voc... acredito em voc.. e eu sei que voc continua perto de mim, minha pequena crianza.

"Faza uma jornada segura, te vejo mais tarde!"


enviada por Megeon



13/02/2004 16:47
Desenhos da Cissa
supercissa@hotmail.com



enviada por Megeon



09/02/2004 01:25

ISMçLIA

Quando Ismália enlouqueceu,
P™s-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...

E, no desvario seu,
Na torre p™s-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...

E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...

Alphonsus de Guimaraes

enviada por Megeon



05/02/2004 22:37
O Primeiro Passo

Feliz. Dei o primeiro passo.

N‹o há caminhada pequena, média ou grande que n‹o comece com um simples e pequeno "primeiro passo".
enviada por Megeon









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-.Garota Marota.-